https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44372| Tipo: | Dissertação |
| Título: | "Eu sou mulher do fim do mundo": experiências de mulheres negras vitimadas pela violência doméstica em Vitória da Conquista - Bahia |
| Título(s) alternativo(s): | "I am a woman from the end of the world": experiences of black women victimized by domestic violence in Vitória da Conquista - Bahia |
| Autor(es): | Rosário, Flávia Alves do |
| Primeiro Orientador: | Silva, Paula Cristina da |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Silva, Paula Cristina da |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Andrade, Darlane Silva Vieira |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Panta, Mariana Aparecida dos Santos |
| Resumo: | Desde a escravização colonial até os processos análogos à escravidão da modernidade, a vivência do corpo negro - em especial das mulheres negras - ainda é marcada por opressões sistemáticas que colocam esta população em constante rota de exploração e violação. Em discordância ao pregado pelo feminismo hegemônico, em que o gênero é colocado como um determinante central na compreensão da opressão vivida pelas mulheres, a discussão interseccional nos convoca a pensar como mulheres negras vivenciam desigualdades impostas nos mais diversos âmbitos em que uma sociedade racista, sexista e classista se apresenta. Assim, a literatura aponta que as dimensões de raça e gênero, entre outras categorias, são determinantes na forma como as mulheres negras vivenciam uma realidade em que o racismo conduz as situações de violência, evidenciada por dados de vitimização constantes e crescentes. O objetivo deste trabalho é investigar o fenômeno da violência doméstica através do olhar de mulheres negras que convivem com esta realidade. Parte-se do entendimento de que raça e gênero não são opressões somadas, mas categorias entrelaçadas, que moldam de forma inseparável suas vivências. Através da entrevista semi-estruturada, foram coletados relatos de oito mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Albertina Vasconcelos (CRAV), em Vitória da Conquista – BA. A oralidade possibilitou identificar como a perspectiva racial aparece na experiência destas mulheres com a violência doméstica - nas relações familiares, afetivo-sexuais e nas estratégias de enfrentamento. Observou-se, ainda, que os próprios dispositivos estatais criados para protegê-las muitas vezes fracassam em sua função, operando como “máquinas de guerra” do Estado. Diante disso, mesmo com avanços legislativos, epistemológicos e sociais, há um sem fim de desafios a serem enfrentados, principalmente, no campo institucional, que não deixa de ser um produto do que é estabelecido socialmente ao longo dos anos. |
| Abstract: | From colonial enslavement to processes analogous to modern slavery, the experience of the black body - especially that of black women - is still marked by systematic oppression that places this population on a constant path of exploitation and violation. In contrast to what is preached by hegemonic feminism, in which gender is seen as a central determinant in understanding the oppression experienced by women, the intersectional discussion calls us to think about how black women experience inequalities imposed in the most diverse areas in which a racist, sexist and classist society presents itself. Thus, the literature points out that the dimensions of race and gender, among other categories, are determining factors in the way black women experience a reality in which racism leads to situations of violence, evidenced by constant and growing victimization data. The objective of this study is to investigate the phenomenon of domestic violence through the eyes of black women who live with this reality. It is based on the understanding that race and gender are not combined oppressions, but rather intertwined categories that inseparably shape their experiences. Through semi-structured interviews, reports were collected from eight women monitored by the Albertina Vasconcelos Reference Center (CRAV) in Vitória da Conquista, Bahia. Orality made it possible to identify how the racial perspective appears in these women's experiences with domestic violence - in family, affective-sexual relationships and in coping strategies. It was also observed that the very state mechanisms created to protect them often fail in their function, operating as “war machines” of the State. In view of this, even with legislative, epistemological and social advances, there are endless challenges to be faced, mainly in the institutional field, which is still a product of what has been socially established over the years. |
| Palavras-chave: | Mulheres negras Violência doméstica Racismo Interseccionalidade Necropolítica |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44372 |
| Data do documento: | 12-Set-2025 |
| Aparece nas coleções: | Dissertação (PPGNEIM) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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