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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44143
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorSantos, Isabela Lima-
dc.date.accessioned2026-03-02T12:36:58Z-
dc.date.available2026-03-02T12:36:58Z-
dc.date.issued2025-12-12-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/44143-
dc.description.abstractConsidering that racism is structuring the world-system, it becomes urgent that teachers of all races problematize modernity/coloniality. As a white teacher in an English degree program, I recognized that I had not complied with Law No. 10.639/03 and that my inertia regarding ethnic–racial relations perpetuated racism in my teaching practice. That recognition motivated this doctoral research, situated in Applied Linguistics (AL), whose objective was to understand how the experiences of black English teachers within modernity/coloniality affect my perspective and praxis as a white teacher. I sought to (1) reflect on how Black teachers’ understandings of ethnic–racial relations influence their teaching and how this displaces my praxis; (2) discuss if and how coloniality crosses black teachers’ experiences and how that echoes in me; (3) uncover whether teachers have strategies of resistance, what they are, how they are activated, their effects, and how they impact me as a white teacher; and (4) understand similarities and differences between our experiences and their consequences for our personal, academic, and professional trajectories. The theoretical references articulated decolonial and anticolonial perspectives (Baptista, 2019, 2021; Fanon, 2008; Grosfoguel, 2020; Kilomba, 2019; Maldonado-Torres, 2016a; Mignolo, 2018), afrodiasporic approaches (Gonzalez, 2020; Nascimento, 2019; Ribeiro, 2019), whiteness studies (Bento, 2022; DiAngelo, 2018; Frankenberg, 1993; Ramos, 1957; Schucman, 2020), Critical Applied Linguistics (Pennycook, 2021; Pennycook; Makoni, 2020), and critical (racial) literacy (Ferreira, 2019; Menezes de Souza, 2011). The study, which involved five English teachers (four black and one white, this researcher), is qualitative/interpretivist, narrative and (auto)ethnographic in type (Bruner, 1986, 1990; Erickson, 2018; Adams; Jones; Ellis, 2022). Data collection employed a form, interviews, autobiographical narratives, a questionnaire, and a field diary. Results revealed a systematic coloniality that permeates the personal, academic, and professional lives of black teachers, ranging from explicit retaliation to subtle mechanisms of silencing and devaluation. Although the black person is constituted as alterity, it is we, white people, who must examine our psyche, marked by a fallacious internalized superiority that we seldom admit. Some resistance strategies to the coloniality of being include valuing the body, marking the locus of enunciation, questioning, problematization, denunciation, and demands for retraction. Their effects on teachers’ personal lives could be broader if we white people engaged collectively in the face of racial and cognitive injustices. In teaching, through critical multiliteracy practices that emphasized the body and the arts, results were visible among the teachers’ students: they began with aesthetics and extended to knowledge construction. As a white teacher, I recognized my privileges and an inwardness that, in the past, prevented me from encountering other epistemologies. I have then sought to prioritize pluriversality and ethnic–racial issues across different disciplines, mark my locus of enunciation, and learn alongside my students. The process of becoming aware of whiteness and/or racism proved complex, since I had to confront my nonideal self. As Kilomba (2019) states, it is more a psychical process than a moral one. All in all, it can be liberating, and antiracist language education benefits from it.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subject(de)colonialidadept_BR
dc.subjectracismo/branquitudept_BR
dc.subjecteducação linguística antirracistapt_BR
dc.subjectprofessoras negras e professora branca de língua inglesapt_BR
dc.subject(auto)etnografiapt_BR
dc.subject.other(de)colonialitypt_BR
dc.subject.otherracism/whitenesspt_BR
dc.subject.otherantiracist language educationpt_BR
dc.subject.otherblack teachers and a white teacher of Englishpt_BR
dc.subject.other(auto)ethnographypt_BR
dc.titleA TRAVESSIA (AUTO)ETNOGRÁFICA DE PROFESSORAS NEGRAS E UMA PROFESSORA BRANCA DE LÍNGUA INGLESA PELOS MARES DA MODERNIDADE/(DE)COLONIALIDADEpt_BR
dc.title.alternativeTHE (AUTO)ETHNOGRAPHIC JOURNEY OF BLACK WOMEN TEACHERS AND A WHITE TEACHER OF ENGLISH ACROSS THE SEAS OF MODERNITY/(DE)COLONIALITYpt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) pt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESpt_BR
dc.contributor.advisor1Baptista, Lívia Márcia Tiba Rádis-
dc.contributor.referee1Baptista, Lívia Márcia Tiba Rádis-
dc.contributor.referee2Maior, Rita de Cássia Souto Maior-
dc.contributor.referee3Santos, Joelma Silva-
dc.contributor.referee4Santos, Kelly Barros-
dc.contributor.referee5Pereira, Fernanda Mota-
dc.creator.IDhttps://orcid.org/0000-0001-5299-3647pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2707341929653190pt_BR
dc.description.resumoConsiderando que o racismo é estruturante do sistema-mundo, torna-se premente que professoras/es de todas as raças problematizem a modernidade/colonialidade. Enquanto professora branca em um Curso de Letras-Inglês, reconheci que não contemplava a Lei n.º 10.639/03, e que minha inércia diante das relações étnico-raciais perpetuava o racismo em minha prática docente. Esse reconhecimento motivou a presente pesquisa de doutorado, situada na Linguística Aplicada (LA), cujo objetivo foi compreender como as experiências de professoras negras de LI na modernidade/colonialidade afetam meu olhar e minha práxis enquanto professora branca. Busquei (1) refletir sobre como o entendimento das professoras negras sobre relações étnico-raciais repercute em seu fazer docente e como isso desloca minha práxis; (2) discutir se e como a colonialidade atravessa as experiências das professoras negras, e como isso ecoa em mim; (3) desvelar se as professoras têm estratégias de resistência, quais são, como são acionadas, quais seus efeitos e como isso me impacta enquanto professora branca; e (4) entender como se dão as semelhanças e diferenças entre nossas experiências e suas consequências nas nossas trajetórias pessoais, acadêmicas e profissionais. Os referenciais teóricos articularam perspectivas decoloniais e anticolonais (Baptista, 2019, 2021; Fanon, 2008; Grosfoguel, 2020; Kilomba, 2019; Maldonado-Torres, 2016a; Mignolo, 2018); afrodiaspóricas (Gonzalez, 2020; Nascimento, 2019; Ribeiro, 2019), estudos da branquitude (Bento, 2022; DiAngelo, 2018; Frankenberg, 1993; Ramos, 1957; Schucman, 2020), LA Crítica (Pennycook, 2021; Pennycook; Makoni, 2020); e letramento (racial) crítico (Ferreira, 2019; Menezes de Souza, 2011). A pesquisa, que contou com cinco professoras de LI (quatro negras e uma branca, esta pesquisadora), caracteriza-se como qualitativa/interpretativista do tipo narrativa (Bruner, 1986, 1990) e (auto)etnográfica (Erickson, 2018; Adams, Jones, Ellis, 2022). Foram mobilizados formulário, entrevistas, narrativas autobiográficas, questionário e diário de bordo. Os resultados desvelaram uma sistemática colonialidade que atravessa a vida pessoal, acadêmica e profissional das professoras negras, variando de retaliações explícitas a mecanismos sutis de silenciamento e desvalorização. Embora o negro seja constituído como alteridade, somos nós, brancos, que devemos examinar nossa psique com uma falaciosa superioridade introjetada, que dificilmente admitimos. Algumas das estratégias de resistência à colonialidade do ser envolvem a valorização do corpo, marcação do lócus de enunciação, questionamento, problematização, denúncia e exigência de retratação. Os efeitos em suas vidas pessoais poderiam ser mais amplos se nós brancos nos engajássemos coletivamente diante de injustiças raciais e cognitivas. Na docência, por meio de práticas críticas multiletradas, enfatizando o corpo e a arte, os resultados foram visíveis no alunado das professoras, começando pela estética e estendendo-se para a construção de conhecimento. Enquanto professora branca, reconheci meus privilégios e um ensimesmamento que me privou, no passado, de conhecer epistemologias outras. Tenho buscado privilegiar a pluriversalidade e relações étnico-raciais em diferentes componentes curriculares, marcando meu lócus de enunciação e aprendendo com minhas/meus alunas/os. O processo de tomada de consciência da branquitude e/ou racismo mostrou-se complexo, já que tive que enfrentar o meu eu não ideal. Como diz Kilomba (2019), configura-se mais como um processo psíquico do que moral. Pode ser libertador e a educação linguística antirracista (em LI) agradece.pt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Letraspt_BR
dc.type.degreeDoutoradopt_BR
Aparece nas coleções:Tese (PPGLINC)

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TESE_ISABELA_LIMA_SANTOS.pdfA TRAVESSIA (AUTO)ETNOGRÁFICA DE PROFESSORAS NEGRAS E UMA PROFESSORA BRANCA DE LÍNGUA INGLESA PELOS MARES DA MODERNIDADE/(DE)COLONIALIDADE8,33 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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