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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44126
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorCanuto, Lara Karolyne Neves-
dc.date.accessioned2026-02-27T17:26:20Z-
dc.date.available2026-02-27T17:26:20Z-
dc.date.issued15-12-15-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/44126-
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIApt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectFalha de mobilizaçãopt_BR
dc.subjectTransplante autólogo de medula ósseapt_BR
dc.subjectCélulas-tronco hematopoiéticaspt_BR
dc.subjectDoenças hematológicaspt_BR
dc.subjectPerfil clínicopt_BR
dc.titlePerfil clínico dos pacientes com falha de mobilização candidatos ao transplante de medula óssea autólogo em um hospital terciário do nordeste brasileiropt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICASpt_BR
dc.contributor.advisor1Almeida, Alessandro de Moura-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7432870359277767pt_BR
dc.description.resumoIntrodução: A mobilização de células-tronco hematopoiéticas é etapa fundamental para o transplante autólogo de medula óssea (TMO). Entretanto, uma parcela dos pacientes apresenta falha de mobilização, impedindo a coleta adequada de células CD34+ e comprometendo a realização do transplante. Fatores como doença avançada, múltiplas linhas de tratamento prévias, tempo prolongado de doença e desgaste medular estão associados à má mobilização segundo diretrizes internacionais, como EBMT e ASTCT. No Brasil, especialmente na região Nordeste, há escassez de estudos que descrevam o perfil clínico desses pacientes. Objetivo: Descrever o perfil clínico, demográfico e terapêutico dos pacientes que apresentaram falha de mobilização para TMO autólogo em um hospital terciário do Nordeste brasileiro e analisar características associadas a esse desfecho. Metodologia: Estudo observacional, retrospectivo e descritivo realizado por meio da revisão de prontuários de pacientes com mieloma múltiplo, linfoma não Hodgkin ou linfoma de Hodgkin, atendidos no Serviço de Hematologia do HUPES–UFBA entre janeiro de 2019 e dezembro de 2024. Foram incluídos apenas os pacientes que atenderam ao critério institucional de falha de mobilização. As variáveis analisadas incluíram dados demográficos, clínicos, laboratoriais e relacionados ao tratamento prévio. A análise foi realizada de forma descritiva. Resultados: No período analisado, 259 pacientes foram submetidos à tentativa de mobilização, dos quais 57 (22%) apresentaram falha. A maioria era do sexo feminino (57,9%) e parda (64,9%). O diagnóstico mais frequente foi mieloma múltiplo (45,6%), seguido por linfoma de Hodgkin (33,3%). Doença avançada esteve presente em 59,6% dos pacientes, e 70,2% haviam recebido duas ou mais linhas de tratamento. O tempo de doença superior a 12 meses foi observado em 78,9% dos casos. A maior parte apresentava bom desempenho funcional (ECOG 0–1; 92,9%). Anemia foi observada em 38,6% dos pacientes, e plaquetopenia em 21,1%. Na primeira mobilização, 98,2% receberam G-CSF isolado; na segunda tentativa, houve maior uso de quimioterapia combinada e plerixafor. Discussão: As características encontradas nesta coorte são compatíveis com o perfil de “poor mobilizers” descrito por sociedades internacionais, como EBMT e ASTCT. A predominância de doença avançada, múltiplas linhas de tratamento e tempo prolongado de doença reforça a influência do desgaste medular na falha de coleta. O uso predominante de G-CSF isolado, associado a acesso limitado a esquemas combinados e ao plerixafor, reflete o contexto de serviços públicos brasileiros e pode explicar parte da taxa de falha observada. Estudos prévios demonstram que estratégias como mobilização precoce, uso preemptivo de plerixafor e quimiomobilização podem aumentar significativamente o sucesso da coleta. Conclusão: A falha de mobilização, observada em 22% dos pacientes avaliados, ocorreu principalmente em indivíduos com doença avançada, longa trajetória terapêutica e sinais laboratoriais de reserva medular reduzida. Os achados reforçam a necessidade de protocolos locais que identifiquem precocemente pacientes de alto risco e incorporem estratégias de mobilização mais eficazes, visando aumentar o número de pacientes elegíveis ao transplante autólogo e melhorar seus desfechos clínicos.pt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Medicina da Bahiapt_BR
dc.type.degreeEspecializaçãopt_BR
dc.publisher.courseMEDICINApt_BR
Aparece nas coleções:Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Programa de Residência Médica (Faculdade de Medicina)

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