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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44041
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorPereira, Alexandre Santos-
dc.date.accessioned2026-02-19T12:03:45Z-
dc.date.available2026-02-19T12:03:45Z-
dc.date.issued2024-12-20-
dc.identifier.citationPereira, Alexandre (2024). Dos muros da prisão à prisão sem muros: sentidos produzidos sobre a experiência de cárcere e liberdade com homens negros na cidade de Salvador. (Dissertação de Mestrado). Instituto de Psicologia e Serviço Social, Universidade Federal da Bahia, Salvador.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/44041-
dc.description.abstractThis study was inspired by concerns about systemic processes that, as a Black man, I have personally experienced and which later resonated in my academic and professional journey. Its objective was to explore the meanings produced by incarceration and post-incarceration freedom for men who self-identify as Black in Salvador/Bahia/Brazil. The study is theoretically and methodologically grounded in the social psychology perspective of Discursive Practices and Meaning Production, enriched by contributions from various fields addressing racial relations and critical theories on mass incarceration. To ensure transparency in analyzing the discourses produced with participants, thematic categorical analysis was employed as the primary methodological approach. The research aims to access, analyze, and make visible the experiences of incarceration and subsequent release of these men, as well as the effects and repercussions of their social positioning on their lives. Individual interviews were conducted with Black men aged between 24 and 36, who had experienced imprisonment and were currently living in freedom, i.e., as ex-convicts. These interviews were carried out at the headquarters of the Central de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas (CEAPA) and the Escritório Social, both under the Secretariat of Penitentiary Administration and Resocialization (SEAP). The analysis was organized around three thematic categories: (a) experiences and survival strategies in prison, focusing on the lived realities within prison structures; (b) the repercussions on daily life after release, highlighting the meanings produced with participants as former inmates; and (c) connecting these two themes to the effects of racism on the trajectories of Black men released from prison, culminating in a proposal for an analytical synthesis. The study concludes that, for certain individuals, skin color and phenotypic traits are always visible markers that exacerbate the stigma of having been “through the prison system.” There is a transition from the "prison with walls" to the "prison without walls" in the lives of former inmates, which often perpetuates state neglect in the intersections of race, gender, and incarceration. Thus, even before the commission of an unlawful act, race and phenotypic traits act as mechanisms for a racist symbol prision process that persists and cannot be ignored in discussions on the mass incarceration of black men from a Social Psychology perspective.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectPrisãopt_BR
dc.subjectEstigmapt_BR
dc.subjectSignificaçãopt_BR
dc.subjectRacismopt_BR
dc.subject.otherPrisionpt_BR
dc.subject.otherStigmapt_BR
dc.subject.otherMeaningpt_BR
dc.subject.otherRacismpt_BR
dc.titleDos muros da prisão à prisão sem muros: sentidos produzidos sobre a experiência de cárcere e liberdade com homens negros na cidade de Salvador/Bahiapt_BR
dc.title.alternativeFrom prison walls to invisible prisons: meanings produced on the experience of incarceration and freedom with black men in Salvador/Bahiapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI) pt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIAL::PAPEIS E ESTRUTURAS SOCIAIS INDIVIDUOpt_BR
dc.contributor.advisor1Jesus, Mônica Lima de-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7198182802780342pt_BR
dc.contributor.referee1Martins, Hildeberto Vieira-
dc.contributor.referee2Cúnico, Sabrina Daiana-
dc.contributor.referee3Gomez-Vargas, Maricelly-
dc.contributor.referee4Jesus, Mônica Lima de-
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/2710537959616258pt_BR
dc.description.resumoEste estudo foi inspirado pela inquietação acerca de processos sistêmicos os quais eu, como homem negro, fui atravessado em minha vida pessoal e que posteriormente ganhou ressonância na minha trajetória acadêmica e profissional, com o objetivo de acessar os sentidos produzidos pelo cárcere e a liberdade pós aprisionamento para homens autoidentificados como negros na cidade de Salvador/Bahia/Brasil. Nos inspiramos teórico-metodologicamente na vertente da psicologia social das Práticas Discursivas e Produções de Sentido. A referida perspectiva adotada esteve aliada a contribuições de campos diversos do conhecimento no âmbito das relações raciais e das teorias críticas ao encarceramento em massa. Como recurso técnico de visibilidade dos passos da análise dos repertórios produzidos com os participantes, utilizamos análise categorial temática. Esta pesquisa intenta acessar, analisar e visibilizar as experiências de encarceramento e de posterior soltura destes homens e quais os efeitos e repercussões da posição em que se encontram para suas vidas. Foram realizadas entrevistas individuais com homens negros adultos com idade entre 24 e 36 anos, com experiência de aprisionamento e em condição atual de liberdade, ou seja, como egresso do sistema prisional, tendo as entrevistas ocorrido na sede da Central de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas – CEAPA e do Escritório Social, ambas estruturas da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização – SEAP. A análise foi organizada em torno de duas categorias temáticas: a) experiências e estratégias de sobrevivência no cárcere focada no conjunto de experiências vividas dentro das estruturas da prisão; b) repercussões na vida cotidiana pós soltura, destacando sentidos produzidos com os participantes na condição de egressos do sistema prisional; c) amarramos essas duas temáticas em torno dos efeitos do racismo na trajetória do homem negro egresso da prisão, em uma proposta de síntese analítica. Concluímos, que no caso de determinados corpos em relação a outros, a cor e seus traços fenotípicos são marcas sempre visíveis que agravam o estigma de alguém que teve “passagem no cárcere ”. Há um trânsito da “prisão com muros” para a “prisão sem muros”, na vida dos egressos que passaram pelo encarceramento, que perpetua, muitas vezes, a negligência do Estado nas conexões de raça/gênero/encarceramento. Nesta direção, antes mesmo do ato ilícito, a cor e traços fenotípicos operam para a prisão de marca racista, que persiste e não pode ser negada em torno da problemática do encarceramento em massa de homens negros, do ponto de vista da Psicologia Social.pt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Psicologia e Serviço Socialpt_BR
dc.type.degreeMestrado Acadêmicopt_BR
Aparece nas coleções:Dissertação (PPGPSI)

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