Skip navigation
Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43562
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorMiranda, Olinson Coutinho-
dc.date.accessioned2025-11-27T16:46:12Z-
dc.date.available2025-11-27T16:46:12Z-
dc.date.issued2025-09-19-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/43562-
dc.description.abstractThe thesis entitled “Fucking is an art! ai, ai, prazer! the multiple orgasms of the lôkax from the cu do mundo” asserts itself as a marginal and dissident writing experience that challenges the boundaries of traditional academic production. By rejecting the normalized and rigidly formalized writing that historically regulates scientific practice, the work proposes an investigation that weaves together knowledge and lived experience from a poetic, insurgent, and counter-hegemonic perspective, opening space for the constitution of other possible epistemologies. Defined as a “poetic thesis”. The proposal draws on concepts from queer theory and the performative power of the lôka as a strategy of insurgency, aiming to deconstruct the discursive regimes imposed by heterocisnormativity.In this movement, it aligns with the notion of “dequending coloniality” (THÜRLER, 2022), dismantling the epistemic and methodological frameworks that uphold the modern-colonial logic of knowledge production. The research thus configures itself as an aesthetic, ethical, and political exercise in which pleasure, dissidence, and experimentation become practices of thought and writing. The term lôka, developed from the pajubá language, transcends the common connotation of madness and is consolidated as an analytical category and form of self-affirmation. Lôkura is claimed here as a destabilizing force and performative act of linguistic resistance, where transgression and mockery emerge as strategies of subversion against the heterocisnormative system.The figure of the bixa lôka—operator of the lôka aesthetic—does not seek conformity or sanity, but inscribes itself in the centrality of pleasure and an unbound sexuality, constituting a form of re(existence) and liberation of body and life. In this context, bixas are not merely objects of study, but the core of a unique epistemology and a scientific mode of existence. The cu (ass), in turn, is re-signified and elevated to a poetic, artistic, and decolonial symbol of resistance, representing marginalized bodies and territories. More than a bodily signifier, it becomes an act of contestation against the hierarchy of “superior” and “cerebral” knowledge, affirming the value of what lies “down below, in the south”. The “pleasure of being the cu” is thus conceived as a simultaneous gesture of contestation and creation, in which writing emerges as a practice of re(existence) and struggle. The thesis, written in the first person, becomes an act of self-presentation in which the author exposes their body as text, transforming fear into confrontation and life into language. Poetry, in this process, is not limited to writing—it acts as a performance of language, as an act of pleasure, and as an embodied expression of dissident experiences.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectEscrita dissidentept_BR
dc.subjectTeoria (cu)irpt_BR
dc.subjectEstética Lôkapt_BR
dc.subjectDecolonialidadept_BR
dc.subjectO cupt_BR
dc.subjectLinguagem e culturapt_BR
dc.subjectSexo na cultura popularpt_BR
dc.subjectForma (Estética)pt_BR
dc.subjectTeoria Queerpt_BR
dc.subject.otherDissident writingpt_BR
dc.subject.other(Cu)ir theorypt_BR
dc.subject.otherLôka aestheticspt_BR
dc.subject.otherDecolonialitypt_BR
dc.subject.otherThe cupt_BR
dc.titleFuder é uma arte! Ai, ai, prazer! Os múltiplos orgasmos das lôkax do cu do mundopt_BR
dc.title.alternativeFucking is an art! Oh, oh, pleasure! The multiple orgasms of the world's craziest assespt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.publisher.programPrograma Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Poscultura) pt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESpt_BR
dc.contributor.advisor1Thürler, Djalma-
dc.contributor.referee1Colling, Leandro-
dc.contributor.referee2Matos, Edilene-
dc.contributor.referee3Garcia, Paulo César-
dc.contributor.referee4Woyda, Duda-
dc.contributor.referee5Thürler, Djalma-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2696770011900372pt_BR
dc.description.resumoA tese intitulada “Fuder é uma arte! ai, ai, prazer! os múltiplos orgasmos das lôkax do cu do mundo” afirma-se como uma experiência de escrita marginal e dissidente, que tensiona os limites da produção acadêmica tradicional. Ao recusar a escrita normativizada e rigidamente formalizada que historicamente regula o fazer científico, o trabalho propõe uma investigação que articula saberes e experiências a partir de uma perspectiva poética, insurgente e contra hegemônica, abrindo espaço para a constituição de outras epistemologias possíveis. Definida como uma “tese poética”, a proposta apropria-se de conceitos da teoria queer e da potência performativa da lôka como estratégia de insurgência, com o intuito de desconstruir os regimes discursivos impostos pela heterocisnormatividade. Nesse movimento, aproxima-se da noção de “desaquendação da colonialidade” (THÜRLER, 2022), ao desmontar os enquadramentos epistêmicos e metodológicos que sustentam a lógica moderno-colonial de produção de conhecimento. A pesquisa configura-se, assim, como um exercício estético, ético e político em que prazer, dissidência e experimentação constituem práticas de pensamento e de escrita. O termo lôka, desenvolvido a partir da linguagem pajubá, ultrapassa a conotação corrente de loucura e consolida-se como categoria analítica e de autoafirmação. A lôkura é aqui reivindicada como potência desestabilizadora e ato performativo de resistência linguística, em que transgressão e deboche emergem como estratégias de subversão do sistema heterocisnormativo. A figura da bixa lôka – operadora da estética lôka – não busca conformidade ou sanidade, mas inscreve-se na centralidade do prazer e de uma sexualidade sem amarras, constituindo-se como forma de re(existência) e libertação do corpo e da vida. Nesse contexto, as bixas não figuram apenas como objeto de estudo, mas como o núcleo de uma epistemologia própria e de uma forma de existência científica. O cu, por sua vez, é ressignificado e erigido a símbolo poético, artístico e de resistência decolonial, representando corpos e territórios marginalizados. Mais do que um significante corporal, torna-se ato de contestação contra a hierarquia do conhecimento “superior” e “cerebral”, afirmando o valor do que se encontra “bem embaixo, no sul”. O “prazer de ser o cu” é, assim, concebido como gesto simultâneo de contestação e criação, no qual a escrita se apresenta como prática de re(existência) e de luta. A tese, assumida em primeira pessoa, configura-se como autoapresentação em que o autor expõe seu corpo como texto, convertendo medo em enfrentamento e vida em linguagem. A poesia, nesse processo, não se limita à escrita, mas atua como performance da linguagem, como ato de prazer e como expressão encarnada de vivências dissidentes.pt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos - IHACpt_BR
dc.type.degreeDoutoradopt_BR
Aparece nas coleções:Tese (POSCULTURA)

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
TESE OLINSON COUTINHO MIRANDA.pdfTese_Olinson Miranda4,61 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
Mostrar registro simples do item Visualizar estatísticas


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.