| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.creator | Costa, Laiza Carvalho | - |
| dc.date.accessioned | 2025-05-15T13:08:53Z | - |
| dc.date.available | 2025-05-15T13:08:53Z | - |
| dc.date.issued | 2024-04-11 | - |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42021 | - |
| dc.description.abstract | This study arises from the understanding that there is an intersection between being a woman and
being in a conjugal relationship with someone affected by alcohol use disorder. In this sense,
womanhood is adopted as a construction of multiple identities, whose performance of temporally
stylized acts forges and gives meaning to gender. However, this multiplicity is influenced by
intersectional structures present in social rules, norms, and behaviors, which can provide
privileges or inequalities. Within these structures, race emerges as a perpendicular marker that
intersects with other dimensions such as class, age, gender, religious expressions, and conjugal
relationships. Parallel to this, there is the cultural and millennia-old presence of alcohol, a
psychoactive substance associated with moments of pleasure and sociability, yet its chronic use,
combined with multiple factors, can result in alcohol use disorder. This process of becoming ill
leads to physical, mental, and social changes that affect both the individual consumer and their
family. It is within this context that we find the intersection that grounds this study. Women in
conjugal relationships with individuals affected by alcohol use disorder often assume the role of
caregivers, and this conjugal coexistence impacts their lives through overload, physical and
mental suffering, and experiences of violence. Thus, it is necessary to understand, from the
perspective of these women, how these two parallels, which overlap with other intersectional
structures, affect their lives and the dynamics of maintaining these relationships. Therefore, this
study aimed to understand women's perceptions of conjugal life with individuals affected by
alcohol consumption. This is a qualitative, exploratory study based on the critical analysis of life
history narratives. The research setting was the Psychosocial Care Center for Alcohol and Other
Drugs III in the municipality of Vitória da Conquista. Seven women participated in this research,
with inclusion criteria being women over eighteen years of age who are or have been in a conjugal
relationship with someone affected by alcohol use disorder, and the exclusion criterion being
women who had been in a relationship for less than one year. Data collection was conducted
through in-depth and semi-structured interviews in a private room, with an average duration of
one hour each, recorded using a voice recorder. Subsequently, these interviews were transcribed,
coded, and analyzed using the social theory of intersectionality. The women's narratives express
perceptions of overload, emotional suffering, attempts to maintain the relationship, and
experiences of violence in attempts to end it. Furthermore, intersectional structures are shown as
determinants of vulnerabilities that oppress women, resulting in the maintenance of relationships
despite their desire for freedom. It is concluded that intersectoral action is essential to promote
comprehensive care, protection, and the preservation of women's lives, as well as to provide
resilience mechanisms that offer opportunities for a fresh start and family support for these
women. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | CAPES | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal da Bahia, Instituto Multidisciplinar em Saúde, Campus Anísio Teixeira | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Mulheres | pt_BR |
| dc.subject | Alcoólicos | pt_BR |
| dc.subject | Relações Familiares | pt_BR |
| dc.subject | Cônjuges | pt_BR |
| dc.subject | Alcoolismo | pt_BR |
| dc.subject | Enquadramento Interseccional | pt_BR |
| dc.subject.other | Women | pt_BR |
| dc.subject.other | Alcoholics | pt_BR |
| dc.subject.other | Family Relations | pt_BR |
| dc.subject.other | Spouses | pt_BR |
| dc.subject.other | Alcoholism | pt_BR |
| dc.subject.other | Intersectional Framework | pt_BR |
| dc.title | Mulheres, intersecções e narrativas sobre relações conjugais com pessoas adoecidas pelo consumo de álcool | pt_BR |
| dc.title.alternative | WOMEN, INTERSECTIONS, AND NARRATIVES ABOUT CONJUGAL RELATIONSHIPS WITH INDIVIDUALS AFFLICTED BY ALCOHOL CONSUMPTION | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC - IMS) | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFBA/IMS/CAT | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | SOUSA, MARIA LIDIANY TRIBUTINO DE | - |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/6424829918826148 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | SANTOS, Adriano Maia dos | - |
| dc.contributor.referee1ID | https://orcid.org/0000-0001-9718-1562 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8439829813078464 | pt_BR |
| dc.contributor.referee2 | Bleicher, Taís | - |
| dc.contributor.referee2Lattes | http://lattes.cnpq.br/9075358493860166 | pt_BR |
| dc.contributor.referee3 | Andrade, Aline Teles de | - |
| dc.contributor.referee3Lattes | http://lattes.cnpq.br/9891518117633587 | pt_BR |
| dc.creator.ID | https://orcid.org/0000-0001-5500-8737 | pt_BR |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/3304631765859974 | pt_BR |
| dc.description.resumo | Este estudo surge da compreensão de que existe uma intersecção entre ser mulher e estar em uma
relação conjugal com uma pessoa adoecida pelo uso de álcool. Nesse sentido, adota-se o "ser
mulher" como uma construção de múltiplas identidades, cuja performance de atos temporalmente
estilizados forja e dá sentido ao gênero. Contudo, essa multiplicidade é afetada por estruturas
interseccionais presentes nas regras, normas e condutas sociais, que podem conferir privilégios
ou desigualdades. Nessas estruturas, a raça apresenta-se como um marcador perpendicular, que
atravessa outras intersecções, como classe, idade, gênero, expressões religiosas e relações
conjugais. Em paralelo, há a presença cultural e milenar do álcool, uma substância psicoativa
associada a momentos de prazer e sociabilidade. No entanto, seu consumo crônico, associado a
múltiplos fatores, pode resultar no adoecimento pelo uso de álcool. Esse processo de adoecimento
gera mudanças físicas, mentais e sociais, afetando tanto o indivíduo consumidor quanto sua
família. É nesse contexto que encontramos a intersecção que fundamenta este estudo. As mulheres
que mantêm relações conjugais com pessoas adoecidas pelo uso de álcool assumem
frequentemente o papel de cuidadoras, e o convívio conjugal repercute em suas vidas por meio
de sobrecarga, sofrimento físico e mental, além de experiências de violência. Assim, torna-se
necessário compreender, a partir da percepção dessas mulheres, como esses dois eixos — que se
sobrepõem a outras estruturas interseccionais — impactam suas vidas e a dinâmica de
permanência nessas relações. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo compreender as
percepções de mulheres acerca do convívio conjugal com pessoas adoecidas pelo consumo de
álcool. Trata-se de um estudo qualitativo e exploratório, fundamentado na análise crítica do
discurso de narrativas de história de vida. O cenário da pesquisa foi o Centro de Atenção
Psicossocial Álcool e Outras Drogas III do município de Vitória da Conquista. Participaram do
estudo sete mulheres, com os seguintes critérios de inclusão: ser mulher acima de dezoito anos
que mantém ou manteve relação conjugal com pessoa adoecida pelo consumo de álcool. Como
critério de exclusão, considerou-se mulheres que tiveram relacionamentos com duração inferior
a um ano. Para a coleta de dados, foram realizadas entrevistas em profundidade e
semiestruturadas, em sala reservada, com duração média de uma hora cada, gravadas em áudio.
Posteriormente, as entrevistas foram transcritas, codificadas e analisadas à luz da teoria social da
interseccionalidade. As narrativas das mulheres expressam percepções de sobrecarga, sofrimento
emocional, tentativas de permanência na relação e situações de violência nas tentativas de
rompimento. Além disso, as estruturas interseccionais mostram-se como condicionantes de
vulnerabilidades que oprimem as mulheres, resultando na permanência nas relações, mesmo
diante do desejo de liberdade. Conclui-se que é imprescindível uma atuação intersetorial para
promover o cuidado integral, a proteção e a manutenção da vida dessas mulheres, bem como criar
mecanismos de resiliência que ofereçam oportunidades de recomeço e sustento familiar. | pt_BR |
| dc.publisher.department | Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS) | pt_BR |
| dc.type.degree | Mestrado Acadêmico | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Dissertação (PPGSC - IMS)
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